Existem histórias que não podem ser lidas, apenas sentidas através do paladar e do tempo. Na Chapada Diamantina, onde o vento esculpe rochas e o sol amadurece sonhos, a UVVA encontrou sua. É um diálogo silencioso entre a terra generosa e a mão que lapida, transformando o solo baiano em uma herança líquida que transcende gerações.
A Trilogia UVVA nasce como uma celebração dessa jornada, unindo técnica e alma em três cortes distintos que narram a evolução do nosso terroir. Cada garrafa é um capítulo e cada blend é desenhado para revelar a essência do terroir de Mucugê.
Convidamos você a percorrer este itinerário sensorial, onde cada taça desvenda um segredo da nossa biografia e do nosso legado. Descubra agora as camadas de complexidade por trás desses três atos e entenda por que a Trilogia UVVA é a expressão máxima da nossa paixão pela vitivinicultura de excelência.
A conexão entre vinho, território e história
No interior da Bahia, na cidade de Mucugê, a Vinícola UVVA foi concebida como um projeto integrado, onde os vinhedos, a paisagem e a cultura local se integram para criar vinhos brasileiros com identidade.
A vinícola trabalha com o manejo das uvas focado em qualidade, colheita criteriosa e vinificação detalhista. Seus rótulos foram pensados para expressarem o melhor do terroir de Mucugê, na Chapada Diamantina, com todas as características que tornam a Chapada Diamantina tão singular.
Chapada Diamantina: terroir de altitude único
Além de um cenário imponente e rica herança histórica, a Chapada Diamantina carrega as condições naturais ideais para o cultivo de uvas viníferas de alta qualidade.
Os vinhedos da UVVA estão plantados acima de 1.150 metros de altitude. No alto, o clima muda, o vento circula e a temperatura varia bastante entre o dia e a noite, permitindo que as uvas amadureçam no tempo certo, desenvolvendo intensidade aromática e frescor.
Além disso, o solo franco-argilo-arenoso contribui para o equilíbrio das videiras, permitindo que cada planta expresse o melhor de si, resultando em vinhos elegantes, com acidez vibrante, taninos definidos e fruta precisa.
A arte dos blends autorais
Não é apenas a altitude que faz a diferença, é o olhar sobre cada parcela do vinhedo, o cuidado na colheita e a decisão de transformar território em identidade. Na UVVA, os vinhos combinam natureza e intenção.
Os blends, elaborados a partir da combinação de diferentes variedades de uvas, são equilibrados, complexos e harmônicos. Sua construção é feita com precisão técnica e criatividade, onde cada proporção é definida com intenção e cuidado.
O resultado são cortes autorais que vêm conquistando reconhecimento: Bateia, Cordel e Diamã.
Bateia
O conceito do Bateia é inspirado no instrumento tradicional que revelava as riquezas ocultas nos rios da Chapada Diamantina. O nome evoca tradição e a origem ao mesmo tempo que se projeta para o presente, honrando o simbolismo histórico da região.
Composição e perfil sensorial
Um blend de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Syrah, com maturação estratégica: metade do lote estagia em barrica de carvalho francês para ganhar profundidade, enquanto a outra metade preserva o frescor em aço inox. O resultado é uma composição vibrante, onde a energia da pimenta rosa encontra a delicadeza floral de violeta.
Harmonização
A estrutura do Bateia pede pratos de intensidade equivalente e boa suculência. A presença de proteína que equilibra seus taninos e ressalta as notas de frutas negras e especiarias. Harmoniza com bife ancho grelhado ou pappardelle ao ragu de cordeiro, composições onde o vigor do vinho acompanha a profundidade dos sabores.

Cordel
O nome Cordel é uma homenagem à cultura popular da Chapada Diamantina, principalmente pela tradição da literatura de cordel. Ele nasce como tradução da fluidez e do equilíbrio, alcançando sua métrica através da precisão técnica, como as rimas de um verso.
Composição e perfil sensorial
Um corte de Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot que amadurece em distintos perfis de carvalho para emoldurar camadas de frutas em calda e especiarias. É um vinho de taninos aveludados e textura envolvente, marcado por um frescor mentolado que confere vivacidade ao paladar.
Harmonização
Com taninos médios e um perfil nítido de frutas vermelhas e pimenta-preta, o Cordel manifesta sua versatilidade em mesas de gastronomia clássica e reconfortante. Harmoniza com preparos suculentos, como um filé à parmegiana ou carnes grelhadas. As especiarias do vinho dialogam com o sabor de crostas e tostados, elevando a harmonização a um encontro de texturas e nuances.

Diamã
Sinônimo de nobreza, o Diamã evoca a essência da pedra que dá nome à nossa região. Ele traduz a distinção de uvas selecionadas a 1.150 metros de altitude, transformando o caráter imponente da Chapada Diamantina em uma expressão líquida da riqueza, da complexidade e da permanência do nosso terroir.
Composição final e sensorial
Diamã é uma composição complexa de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot. Após 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês, revela uma complexidade onde as frutas negras se entrelaçam ao chocolate amargo e à pimenta-preta. É um corte de estrutura aristocrática, acidez vibrante e elegância persistente. Um blend de estrutura imponente, acidez viva e elegância singular.
Harmonização
Com estrutura firme, acidez viva e taninos maduros, o Diamã harmoniza com pratos de maior intensidade e cozimento lento. , como boeuf bourguignon, carne de panela ou ragú de costela, onde a densidade do prato encontra o vigor do vinho. A acidez viva do corte equilibra a untuosidade da carne, enquanto suas camadas de especiarias prolongam a percepção do sabor em boca.

A trilogia como experiência completa
A trilogia de blends foi pensada como um caminho, onde cada vinho ocupa um lugar específico, revelando diferentes camadas do terroir da Chapada Diamantina. Não são rótulos isolados, são capítulos da mesma história.
A construção de identidade por trás dos nomes
Os rótulos da UVVA nascem de um processo criativo de troca entre quem conhece e habita a história: da vinícola, do local. A própria marca foi concebida para carregar esse DNA: um nome que funde o fruto à pedra — a uva ao diamante — emoldurado pela silhueta da Serra do Sincorá.
Essa identidade se manifesta também na escolha para cada um dos blends que são, acima de tudo, reverências.
- Bateia: carrega a força simbólica do instrumento que revelou a riqueza da nossa terra. Representa o olhar apurado de quem busca o essencial e o rigor do garimpo aplicado à enologia.
- Cordel: traduz a métrica e a riqueza das narrativas populares que moldam a alma nordestina. É a celebração da história contada com fluidez, ritmo e autenticidade.
- Diamã: evoca a nobreza e a permanência da nossa geografia. É a síntese da força mineral da Chapada, traduzida em um vinho de estrutura imponente e equilibrada e caráter distinto.
Mais do que nomes, os vinhos honram a Chapada Diamantina em cada detalhe.
Degustação dos três blends
A ordem ideal sugerida para a degustação é Bateia, Cordel e Diamã. O Bateia funciona como o primeiro ato da nossa trilogia, vibrante e equilibrado. O Cordel amplia a estrutura e a presença de especiarias. O Diamã encerra a experiência com maior complexidade, persistência e profundidade.

Como apreciar a trilogia de blends UVVA?
A melhor forma de apreciar a trilogia é permitir tempo e atenção a cada vinho. Observe a cor, explore os aromas com calma e perceba como textura, acidez e taninos evoluem em boca. Sirva entre 16 °C e 18 °C para preservar o frescor e equilíbrio, use taças amplas e evite retornar aos vinhos anteriores para manter a progressão sensorial proposta pela trilogia.
Mais do que uma degustação, este é um rito de passagem pelo nosso território. Para perpetuar essa memória, a UVVA celebra sua trajetória apresentando estes três capítulos em uma exclusiva caixa de madeira autoral — desenhada para preservar o vigor e a elegância de cada composição.
É o encontro ideal para quem compreende que o tempo na Chapada Diamantina possui um ritmo próprio e que as melhores histórias merecem ser vividas em sua plenitude.
Reserve o tempo que a Chapada exige. Em boa companhia, permita que a UVVA narre sua biografia em sua taça.este é um rito de passagem pelo nosso terroir. Para guardar essa memória, no aniversário da UVVA, a vinícola lança seus três rótulos em uma exclusiva caixa de madeira, desenhada para proteger o vigor e a elegância de cada blend.
Trilogia UVVA. A história do nosso território em edição limitada.
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