Programou sua viagem e quer saber o que fazer em Rio de Contas? Este destino histórico da Chapada Diamantina, na Bahia, combina charme colonial, cenários naturais exuberantes e uma atmosfera cultural que faz qualquer visitante desacelerar para apreciar os detalhes.

Entre igrejas centenárias, casarios preservados e paisagens que misturam serras, rios e mirantes, Rio de Contas revela um patrimônio raro — daqueles que contam histórias a cada esquina. É o tipo de lugar que encanta viajantes que buscam experiências autênticas, que unem contemplação, história e boa gastronomia.

Neste artigo, você vai descobrir os principais pontos turísticos, entender como montar um roteiro de 3 dias e ainda conhecer um dos destinos enoturísticos mais inovadores do Brasil. Confira!

Rio de Contas: a primeira cidade planejada do Brasil

Fundada em meados do século XVIII durante o ciclo do ouro, Rio de Contas é a primeira cidade planejada do Brasil. Criada no ano de 1745, a vila foi instalada em um sítio urbano com ruas largas e traçado geométrico, diferente dos outros povoados coloniais da época. 

Graças à prosperidade trazida pela mineração, o município se desenvolveu e ergueu casarões em estilo colonial, igrejas barrocas e monumentos de pedra, criando um conjunto arquitetônico intacto e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –  IPHAN, considerado por muitos o mais belo da Bahia. 

Mesmo após o esgotamento do ouro no início do século XIX, Rio de Contas manteve o charme histórico. Caminhar por suas ruas calçadas em pedra e praças arborizadas é como voltar no tempo: a cidade preserva até hoje a atmosfera dos tempos coloniais, com casas multicoloridas e arquitetura original. 

 

Onde fica Rio de Contas?

Rio de Contas está localizada no sudoeste da Chapada Diamantina, no interior da Bahia. A cidade fica a aproximadamente 600 km da capital, Salvador, e próxima a outros destinos da Chapada, como Mucugê, Lençóis e Igatu.

Como chegar a Rio de Contas?

Para quem sai de Salvador, o acesso rodoviário é o mais utilizado. O trajeto até Rio de Contas leva em torno de 8 horas de carro, seguindo pelas rodovias BR-324, BR-116 e depois BA-148 (via Brumado e Livramento de Nossa Senhora).

As estradas estão em boas condições na maior parte do caminho, e há atrativos ao longo do caminho. Outra opção é partir de Vitória da Conquista (sudoeste da Bahia) e percorrer cerca de 220 km por asfalto via BA-262 e BA-148. 

Se você prefere viajar de avião, há um pequeno aeroporto em Lençóis, porém com pouca frequências de voos. Uma alternativa prática é voar até Vitória da Conquista, que conta com voos diretos de Salvador e São Paulo, e de lá seguir de carro até o destino, que está há pouco mais de 3 horas de carro. 

Qual é a cultura de Rio de Contas, Bahia?

A cultura de Rio de Contas é marcada pela herança colonial e tradições sertanejas da Chapada Diamantina, com uma população conhecida pela hospitalidade e orgulho em preservar costumes. 

Há muitas festas populares que mantêm as características locais, como o Carnaval de Rio de Contas, famoso pelas máscaras, blocos de rua com marchinhas e atmosfera folclórica única. Já nas festas juninas, os habitantes costumam decorar portas e janelas com bandeirolas coloridas e celebrar com forró pé de serra, quadrilhas e fogueiras. 

Outro aspecto cultural importante são as comunidades tradicionais no entorno. No distrito de Mato Grosso (antiga Vila Portuguesa), descendentes de colonizadores portugueses vivem até hoje em uma localidade serrana. Já nos povoados quilombolas de Bananal e Barra, descendentes de africanos mantêm vivas práticas culturais e religiosas de seus antepassados.

Pontos turísticos em Rio de Contas e arredores

  • Cachoeira do Fraga
  • Fazenda Vaccaro
  • Ponte do Coronel
  • Igreja Nossa Senhora de Santana
  • Praça da Matriz Maestro Esaú Pinto
  • Praça Coronel Carlos Souto
  • Largo do Rosário
  • Estádio Municipal Zofir Brasil
  • Pico das Almas
  • Pico do Itobira
  • Pico do Barbado
  • Povoados de Bananal e Barra
  • Povoado de Mato Grosso
  • Barragem do Rio Brumado
  • Poço das Andorinhas
  • Cachoeira do Brumado
  • Casario colonial / Centro histórico

Roteiro cultural em Rio de Contas

Além das aventuras na natureza, reserve um tempo para conhecer o lado histórico-cultural de Rio de Contas. Comece pelo centro histórico: caminhar sem pressa pelas ruas de pedra e observar o casario colonial é uma viagem no tempo. 

Na Praça da Matriz você verá a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, construída no século XVII, e diversos sobrados antigos ao redor da fonte central, um ótimo cenário para fotos.

Visite também o Museu Zofir Brasil, que expõe instalações artísticas e peças lúdicas criadas pelo artista homônimo. Próximo dali está o já citado Teatro São Carlos, um dos mais antigos do Brasil, inaugurado em 1892.

O que fazer em Rio de Contas à noite?

Embora seja uma cidade tranquila, a cidade tem algumas opções para curtir à noite após os passeios diurnos. Uma sugestão para quem busca o que fazer em Rio de Contas é aproveitar o clima ameno para caminhar pelas ruas iluminadas do centro histórico. O visual noturno realça a arquitetura colonial. 

Se preferir algo mais animado, procure os bares e restaurantes nas praças principais. Há pequenos barzinhos onde você pode provar a cerveja artesanal local ou degustar uma boa cachaça produzida na região acompanhada de petiscos típicos.

O que fazer em Rio de Contas em 3 dias?

Equilibrando exploração histórica, contato com a natureza e sabores regionais, a cidade oferece boas experiências turísticas. Com 3 dias, você pode conhecer as principais atrações de Rio de Contas e ainda fazer um passeio pelo entorno.

Confira uma sugestão de roteiro de 3 dias.

Dia 1 em Rio de Contas

No primeiro dia, a dica é absorver a atmosfera da cidade e sentir o charme histórico do lugar. Chegue, acomode-se em sua pousada e faça uma caminhada de reconhecimento pelo centro: explore as praças, admire as casas coloniais bem preservadas, visite ateliês de artesanato e observe o cotidiano tranquilo dos moradores. 

Para o almoço, opte por um restaurante local que sirva comida caseira e pratos típicos da região. Durante a tarde, vale incluir um passeio leve pela Cachoeira do Fraga, uma das mais famosas atrações de Rio de Contas. A trilha é curta e acessível, e a queda d’água de cerca de 30 metros forma um cenário perfeito para fotos e um banho refrescante. Leve água, lanche e use calçados confortáveis. 

De volta ao centro, aproveite o fim do dia para visitar a Casa de Câmara e Cadeia (atual Secretaria de Turismo), um edifício colonial imponente que guarda parte do acervo histórico da cidade, incluindo documentos raros do século XVIII. 

À noite, experimente um jantar regional, como um godó de banana ou uma carne-de-sol com mandioca, e encerre o dia observando o céu estrelado da Chapada Diamantina.

Dia 2 em Rio de Contas

O segundo dia é dedicado ao contato mais direto com a natureza e os pontos turísticos de Rio de Contas nos arredores. Comece pela Ponte do Coronel, um balneário natural às margens do Rio Brumado, conhecido como Sete Poços. O local oferece águas cristalinas, corredeiras e piscinas naturais de diferentes profundidades, ótimo para nadar, relaxar nas pedras e aproveitar o sol. 

A estrutura é simples, mas acolhedora: há área para estacionar, restaurante com petiscos e bebidas e espaço para piquenique. 

No caminho de volta à cidade, pare na Fazenda Vaccaro, uma propriedade rural que combina lazer e gastronomia. Lá, você encontra piscina natural, restaurante com comida caseira e áreas para descanso à sombra das árvores, ideal para um lanche de fim de tarde. 

De volta à cidade, aproveite para encerrar a noite em um bar local ou simplesmente descansar na pousada, levando consigo a sensação de ter vivido o melhor de Rio de Contas.

Dia 3 em Rio de Contas

Dedique o terceiro dia para uma experiência completamente diferente: visitar a Vinícola UVVA, em Mucugê. Em cerca de duas horas de estrada, você chega a um projeto de enoturismo encantador, onde poderá degustar alguns dos rótulos premiados produzidos no terroir da Chapada Diamantina. 

A visita guiada passa pelos vinhedos, caves, laboratórios e uma galeria de arte subterrânea, tudo em um espaço arquitetônico integrado à paisagem local. Ao fim da visita, faça uma refeição no restaurante Arenito, que serve pratos com ingredientes locais que harmonizam perfeitamente com os vinhos da casa. 

Depois, é hora de voltar para Rio de Contas (ou seguir viagem, inclusive pela charmosa e acolhedora Mucugê, a apenas 20 minutos da Vinícola) com a certeza de ter vivido dias intensos em meio à natureza, sabores e cultura da região.

Enoturismo na Chapada Diamantina: conheça a Vinícola UVVA

Inaugurada em 2022, a Vinícola UVVA chama atenção pela proposta de unir vinho, arte e arquitetura em uma paisagem deslumbrante. 

Graças à técnica da Dupla Poda, os vinhos feitos no local conseguem extrair o melhor do terroir tropical de altitude com vinhedos plantados a 1.150 metros acima do nível do mar. 

É uma atração interessante para quem busca conhecer a Chapada Diamantina a partir de outro cenário. Aos pés da Serra do Sincorá, o visitante conhece o potencial de produção de vinhos brasileiros premiados.

História da vinícola

A Vinícola UVVA é um empreendimento que nasceu do desejo de mostrar ao mundo o potencial da Chapada Diamantina de produzir vinhos. O projeto arquitetônico, assinado por Vanja Hertcert, foi totalmente idealizado para integrar-se à paisagem local com tecnologia, sustentabilidade e inovação. 

Além disso, a produção dos rótulos é feita a partir de um rigoroso trabalho dos enólogos que buscam extrair o melhor das variedades plantadas no clima tropical de altitude, combinando respeito ao que a natureza oferece e ao trabalho de vitivinicultura e enologia.

O que fazer na Vinícola UVVA?

Visitar a UVVA é mergulhar em um universo onde a natureza, o vinho e a arte convivem em perfeita harmonia. Seja para um passeio rápido ou uma imersão mais profunda, a vinícola oferece experiências para diversos perfis de visitantes.

Experiência artística e cultural

Na cave subterrânea da vinícola, encontra-se uma galeria de arte que abriga exposições de longa duração. Atualmente, está em cartaz a mostra “O Tempo Espelhado”, do artista baiano Marcos Zacariades, com obras produzidas ao longo de duas décadas. A exposição reúne esculturas, vídeos e instalações que dialogam com o território da Chapada, criando uma experiência sensorial que inspira.

Restaurante com boa gastronomia

O restaurante Arenito, comandado pelo chef André Chequer, apresenta uma cozinha autoral e contemporânea que valoriza ingredientes da região e harmoniza perfeitamente com os vinhos da casa. A gastronomia faz parte da experiência e pode ser apreciada com vista para a Serra do Sincorá.

Tours para diferentes perfis

A vinícola oferece roteiros pensados para diferentes perfis de visitantes, combinando arte, arquitetura, natureza e enologia. 

Se você quer um passeio breve pode optar pela Visitação UVVA, que permite acesso ao pavimento turístico, degustação de vinhos premiados e à loja de rótulos exclusivos. 

Já o tour Entusiasta Sincorá é ideal para quem quer conhecer os vinhedos e a cave de vinificação em um tour panorâmico de cerca de uma hora. 

A Experiência UVVA é indicada para quem deseja uma imersão mais completa: o roteiro inclui a visita aos bastidores da produção e à área técnica, com duração de cerca de duas horas. 

Para os apaixonados por vinhos, a Imersão Vindima oferece, durante o mês de julho, uma jornada intensa de participação na colheita, vivência de campo e acesso às primeiras etapas da produção. 

Mas atenção: caso você queira vivenciar este momento, é importante se programar. Pré-reservas, sempre para o mês de julho vindouro, podem ser feitas desde já pelo Canal de Atendimento da UVVA: (77) 3311-2115 (WhatsApp).

Como viver essa experiência?

Agora que você já sabe o que fazer em Lençóis e como explorar melhor os atrativos da Chapada Diamantina, é hora de organizar tudo para desfrutar o melhor dessa região que encanta. 

Depois de conhecer os pontos turísticos, faça uma visita à UVVA e vivencie o melhor que o terroir de Mucugê tem para oferecer. 

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UVVA — O novo diamante da Chapada Diamantina

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